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Tratamento de hipersexualidade em pessoas com deficiência intelectual – Uso da finasterida

NT 01/2016

DOI: 10.13140/RG.2.1.3343.7205

Autores: Michael Ruberson Ribeiro da Silva, Wallace Breno Barbosa, Renata Cristina R. Macedo do Nascimento e Augusto Afonso Guerra Júnior

Epígrafe

Avaliar as indicações de finasterida e alternativas terapêuticas para o tratamento de hipersexualidade em pacientes com deficiência intelectual mediante busca por recomendações dos fabricantes e por literatura especializada. No Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, a finasterida apresenta registro de uso apenas para o tratamento de hiperplasia prostática benigna e alopécia androgênica, com evidências clínicas satisfatórias. As evidências científicas encontradas demonstram que a disfunção sexual é um efeito adverso do uso de finasterida, que se apresenta de forma infrequente incluindo a diminuição da libido, a impotência sexual, a disfunção erétil e a disfunção ejaculatória. Não foi encontrado estudo que avaliasse o uso de finasterida para o controle do comportamento sexual exacerbado em indivíduos portadores de deficiência intelectual, demência ou homens em geral. Além de não apresentar respaldo em bula para este uso, a finasterida pode ser inefetiva ou pouco efetiva, tendo em vista a natureza incomum dos efeitos adversos apresentados sobre a sexualidade. O único medicamento com registro vigente na ANVISA para redução do impulso em desvios sexuais é a ciproterona. A abordagem psicológica e educacional, quando possível, é importante para o controle do comportamento sexual inadequado em pacientes com deficiência intelectual.

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