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Efetividade de stents farmacológicos para tratamento de doença arterial coronariana

PTC 04/2014

DOI: 10.13140/2.1.2104.1441

Autores: Vânia Eloisa de Araújo, Gustavo Laine de Araújo, Mariana Michel Brabosa, Francisco de Assis Acurcio, Augusto Afonso Guerra Júnior

RESUMO EXECUTIVO

Intensidade das recomendações: Fraca a favor da utilização da tecnologia

Tecnologia: Stents farmacológicos

Indicação: Aumento do diâmetro luminal coronariano e redução de reestenose de stent para tratamento de pacientes com doença arterial coronariana.

Caracterização da tecnologia: Estruturas tubulares metálicas, revestidas de um polímero e um agente antiproliferativo, utilizadas para manter o lúmen arterial aberto e evitar a reestenose da lesão e do vaso alvo, por meio de pressão mecânica e administração local de fármacos.

Pergunta: Os stents farmacológicos são mais efetivos e seguros do que os stents convencionais? Há diferenças entre os diversos stents farmacológicos?

Busca e análise de evidências científicas: Foram pesquisadas as bases de dados Medline e EMBASE. Incluíram-se estudos de coorte e registros retrospectivos e prospectivos que comparassem stents farmacológicos (Drug eluting stent -DES) entre si ou comparados a stents convencionais (Bare metal stent – BMS) para o tratamento de pacientes portadores de doença arterial coronariana. Estudos em Avaliações de Tecnologias (ATS) foram pesquisados em sites de agências nacionais e internacionais.

Resumo dos resultados dos estudos selecionados: Foram selecionados quatro ATS e 34 estudos observacionais, dos quais cinco estudos eram de coorte e o restante, estudos de 19 registros publicados entre 2005 e 2012, com tempo médio de acompanhamento variando entre seis e 48 meses (12 estudos de 12 meses de acompanhamento). Dentre os estudos observacionais selecionados, 27 estudos (79,4%) eram prospectivos. Os stents farmacológicos falharam em reduzir a taxa de mortalidade, incidência de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) ou trombose, quando comparados a stent convencional. Houve redução na taxa de revascularização com o uso Sirolimus eluting stent (SES) comparado a BMS. Em relação à comparação de stents farmacológicos entre si, não houve diferença significante em relação à mortalidade e IAM. Pacientes diabéticos foram avaliados nas comparações BMS vs. SES e SES vs. PES e não houve diferença entre os grupos para os principais desfechos. Os estudos em ATS recomendaram o uso de DES quando o custo desta tecnologia for considerado aceitável, a critério médico e para subgrupo de pacientes de alto risco de reestenose.

Recomendações: Baseando-se nas evidências de efetividade e segurança disponíveis e no resultado dos estudos em avaliação de tecnologias encontrados, recomenda-se fracamente a utilização de stents farmacológicos para pacientes com doença arterial coronariana que apresentem anatomia complexa da lesão e com risco elevado de serem submetidos à reintervenção, tais como os diabéticos.

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