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Custo-efetividade de stents farmacológicos para tratamento de doença arterial coronariana

PTC 05/2014

DOI: 10.13140/2.1.2320.2080

Autores: Alessandra Maciel Almeida, Daniel Resende Faleiros, Juliana Álvares, Francisco de Assis Acurcio, Augusto Aofnso Guerra Júnior

RESUMO EXECUTIVO

Tecnologia: Stents Farmacológicos

Indicação: Revascularização miocárdica de pacientes portadores de doença arterial coronariana.

Caracterização da tecnologia: Os stents farmacológicos fundamentam-se no princípio da administração local, utilizando o próprio stent como plataforma para carrear o princípio bioativo. Os agentes utilizados nos stents farmacológicos são moléculas que exercem efeito imunossupressor ou antiproliferativo sobre as células da musculatura lisa da artéria.

Pergunta: Os stents farmacológicos são mais custo-efetivos que os stents não farmacológicos (convencionais)?

Busca e análise de evidências científicas: Foram pesquisadas as bases Medline (via Pubmed) e Embase. Buscaram-serevisões sistemáticas (RS) de estudos econômicos e estudos econômicos primários que comparassem os stents farmacológicos com stents convencionais. Foram selecionadas também avaliações de tecnologias em saúde (ATS) em sites de agências internacionais e na Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (REBRATS). Foram selecionados estudos publicados em inglês, português ou espanhol, a partir do ano de 2009.

Resumo dos resultados dos estudos selecionados: Os nove estudos econômicos e a revisão sistemática de estudos econômicos incluídos consideraram como medidas de efetividade a sobrevida, a taxa de reintervenção, a reestenose e os eventos cardiovasculares adversos maiores. Os estudos foram conduzidos em vários países, cada qual com um contexto específico. De maneira geral, os estudos mostraram que stents convencionais foram mais custo-efetivos que stents farmacológicos em horizonte temporal de um ano, mas, em longo prazo e em pacientes de alto risco, os farmacológicos mostraram melhor relação de custo-efetividade. O único estudo econômico brasileiro incluído concluiu que stents farmacológicos apresentaram melhores resultados do que stents de convencionais, considerando como medida de efetividade a taxa de reestenose.

Recomendações: Em termos de custo-efetividade conclui-se que, para a realidade brasileira, são necessários estudos de avaliações econômicas que considerem todos os custos envolvidos no tratamento, o que engloba o stent, o procedimento, o tratamento de complicações, o uso de terapia antiplaquetária, além da qualidade de vida dos pacientes. É necessária também a definição precisa de desfechos finalísticos e intermediários claros. Só assim pode-se chegar a uma conclusão a respeito do custo-efetividade dos stents farmacológicos para o Brasil.

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