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Eficácia e segurança de stents farmacológicos para tratamento de doença arterial coronariana

PTC 03/2014
Autores: Juliana de Oliveira Costa, Lívia Lovato Pires de Lemos, Rosângela Maria Gomes, Francisco de Assis Acurcio, Augusto Afonso Guerra Júnior

RESUMO EXECUTIVO

Intensidade das recomendações: Fraca a favor de stents farmacológicos

Tecnologia: Stents farmacológicos

Indicação: Aumento do diâmetro luminal coronariano e redução de restenose de stent para tratamento de pacientes com doença arterial coronariana.

Caracterização da tecnologia: Estruturas tubulares metálicas, revestidas de um polímero e um agente antiproliferativo, utilizadas para manter o lúmen arterial aberto e evitar a reestenose da lesão e do vaso alvo, por meio de pressão mecânica e administração local de fármacos.

Pergunta: Os stents farmacológicos são mais eficazes e seguros do que os stents convencionais? Há diferenças entre os diversos stents farmacológicos?

Busca e análise de evidências científicas: Foram pesquisadas as bases de dados Medline e EMBASE. Incluíram-se revisões sistemáticas (RS) de ensaios clínicos randomizados (ECR) que comparassem stents farmacológicos entre si ou comparados a stents convencionais para o tratamento de pacientes portadores de doença coronariana.

Resumo dos resultados dos estudos selecionados: Foram selecionadas 29 RS, das quais metade apresentou qualidade moderada e alta. A força da recomendação foi fraca para a maioria dos estudos. O uso de stents farmacológicos foi associado a uma redução significativa de reintervenção e eventos adversos cardíacos maiores (combinação de infarto agudo do miocárdio, reestenose na lesão alvo ou necessidade de reintervenção ou trombose intra-stent) quando comparado aos stents convencionais. Não houve diferença no risco de mortalidade, infarto do miocárdio e trombose intra-stent. Após um ano de seguimento, stents farmacológicos foram associados à maior risco de trombose tardia e trombose definitiva. Dentre os farmacológicos, stents de sirolimo e everolimo apresentaram melhores resultados. O perfil de eficácia e segurança para o subgrupo de pacientes diabéticos foi semelhante ao observado para os demais pacientes.

Recomendações: Houve consistência entre os estudos com relação à eficácia dos stents farmacológicos frente aos stents convencionais, avaliada pela redução da taxa de reintervenção. Entretanto, em desfechos robustos, como morte e infarto do miocárdio, não houve diferença entre as diversas tecnologias comparadas. Considerando a qualidade da evidência, os resultados apresentados e o alto custo do stent farmacológico no Brasil, recomenda-se fracamente a utilização de stents farmacológicos para pacientes com doença arterial coronariana que apresentem anatomia complexa da lesão e com risco elevado de serem submetidos à reintervenção, tais como os diabéticos.

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